DOENÇAS TROPICAIS

O Brasil e em especial nosso Estado de Goiás, apresenta vários tipos de climas, com predominância dos quentes e úmidos. Essa característica faz com que uma grande quantidade de insetos se estabeleçam em nosso território, como é o caso dos mosquitos do gênero Aedes, que se desenvolvem, principalmente, em zonas tropicais e subtropicais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os mosquitos do gênero Aedes são importantes vetores de doenças. No Brasil, o Aedes aegypti é a espécie que merece maior atenção. Como exemplo de doenças provocadas por esse mosquito, podemos destacar a dengue, a chikungunya e a zika.

Além de serem transmitidas pelo mesmo mosquito, a dengue, a chikungunya e a zika são doenças que apresentam alguns sintomas semelhantes, o que pode dificultar o diagnóstico. Entretanto, pequenas diferenças existem e podem ser usadas como critério para a diferenciação.

 

DENGUE

 

A dengue é, sem dúvidas, a doença mais grave quando comparada à chikungunya e à zika. Ela causa febre, dores no corpo, dores de cabeça e nos olhos, falta de ar, manchas na pele e indisposição. Em casos mais graves, a dengue pode provocar hemorragias, que, por sua vez, podem ocasionar óbito.

O vírus da dengue possui quatro variações: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Todos os tipos de dengue causam os mesmo sintomas.

Quando uma pessoa é infectada com um determinado tipo de vírus, cria anticorpos no seu organismo e não irá mais contrair a doença por esse mesmo vírus, mas ainda pode ser infectada pelos outros três tipos. Isso quer dizer que só é possível pegar dengue quatro vezes.

 

CHIKUNGUNYA

 

A chikungunya também causa febre e dores no corpo, mas as dores concentram-se principalmente nas articulações. Na dengue, as dores são predominantemente musculares. Alguns sintomas da chikungunya duram em torno de duas semanas, todavia, as dores articulares podem permanecer por vários meses. Casos de morte são muito raros, mas a doença, em virtude da persistência da dor, afeta bastante a qualidade de vida do paciente.

 

ZIKA

 

Por fim, temos a febre zika, que é a doença que causa os sintomas mais leves. Pacientes com essa enfermidade apresentam febre mais baixa que a da dengue e chikungunya, olhos avermelhados e coceira característica. Em virtude desses sintomas, muitas vezes a doença é confundida com alergia. Normalmente a zika não causa morte, e os sintomas não duram mais que sete dias. Vale frisar, no entanto, que a febre zika relaciona-se com uma síndrome neurológica que causa paralisia, a Síndrome de Guillain-Barré, e também com casos de microcefalia.

 

TRATAMENTO

 

O tratamento da dengue, chikungunya e zika é praticamente o mesmo, uma vez que não existem medicamentos específicos para nenhuma dessas enfermidades. Recomenda-se que o paciente, nos três casos, permaneça em repouso e beba bastante líquido. Alguns medicamentos são indicados para dor, mas não se deve fazer uso de remédios que contenham ácido acetilsalicílico, pois eles podem desencadear hemorragias.

Não existem vacinas contra estas doenças . 

Assim sendo, a melhor forma de prevenir-se é pela destruição dos locais propícios à multiplicação do mosquito Aedes, garantindo sempre que não haja acúmulo de água parada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se  agrava  rapidamente, apresentando sinais  de     insuficiência circulatória. A baixa circulação sanguínea pode levar a pessoa a um estado de choque. Embora a maioria dos pacientes com dengue não desenvolva choque, a presença de certos sinais alertam para esse quadro:

 

  • Dor abdominal persistente e muito forte

  • Mudança de temperatura do corpo e suor excessivo

  • Comportamento variando de sonolência à agitação

  • Pulso rápido e fraco

  • Palidez

  • Perda de consciência.

 

A síndrome de choque da dengue, quando não tratada, pode levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem.

 

A forma mais segura de se combater estas endemias é exterminando o mosquito causador. O uso de inseticidas e repelentes são muito eficazes mas se não localizarmos os focos das larvas, em nada isto irá adiantar. O Mosquito gosta de água parada, seja limpa ou suja, e este detalhe é de suma importância para o combate ao transmissor. Alguns cuidados simples podem ser feitos por todos para o controle desta praga:

A febre amarela é uma doença infecciosa grave causada por um vírus, que ocorre nas Américas do Sul e Central, além de alguns países da África. Acomete principalmente os primatas e é transmitido por alguns tipos de mosquitos, na área urbana e na área rural. Sua origem é provavelmente africana, chegou às Américas pelo tráfico de escravos, e se espalhou na floresta tropical americana através de mosquitos silvestres. Na área urbana, o vírus é transmitido pelo temido Aedes aegypti, um mosquito também proveniente da África. Mas no Brasil, desde 1942, não tem registro da circulação urbana do vírus (mas é preciso tomar cuidado para que não volte).

 

 

Nas florestas das Américas, quem transmite o vírus são os mosquitos silvestres dos gênerosHaemagogus e Sabethes. Os mosquitos, quando contaminados, transmitem o vírus principalmente para os macacos e acidentalmente para as pessoas do campo, que estão em contato com a floresta. Esses mosquitos dependem das florestas para sua manutenção, se reproduzem em ocos e cascas de árvores e se alimentam do sangue de animais, principalmente dos primatas nas copas das árvores. Assim como as outras espécies silvestres, esses mosquitos também possuem seu papel ecológico nos ambientes naturais, ainda que exista controvérsia sobre se esse papel é indispensável. Entretanto, é importante ressaltar que esses mosquitos da floresta não são vilões, porque assim como as pessoas leigas e desinformadas partem para combater a febre amarela tentando matar os macacos, tentam matar também os mosquitos da pior forma, ateando fogo nas florestas e/ou jogando veneno.

A medida mais importante para prevenir e controlar a febre amarela é a vacinação da população. Os seres humanos são mais resistentes ao vírus (foi o homem quem introduziu o vírus nas Américas), podem funcionar como reservatórios resistentes, aumentando a circulação do vírus entre regiões e ambientes silvestres, e podendo até levar o vírus ao ambiente urbano novamente.

 

Nos macacos, este o surto de febre amarela de fato é uma tragédia. Os macacos são vulneráveis ao vírus, e a quantidade de mortes e a velocidade com que isso tem acontecido é preocupante. Nesta situação, das duas uma, ou sobrarão os macacos mais resistentes ao vírus ou restarão os vírus menos virulentos na região (pois o vírus também depende do hospedeiro para a sua manutenção, e aquele vírus que mata deixa de se reproduzir no macaco morto). Entretanto, como as populações e grupos de primatas são pequenas e fragmentadas (ameaçadas de extinção), infelizmente, é esperado como consequência muitas extinções locais. Vacinar as pessoas na área de risco, principalmente aquelas que estão em contato com a floresta, é uma medida preventiva que protege a população humana, mas que também pode reduzir a circulação e a transmissão do vírus para os primatas.

Vale destacar que a Organização Pan-Americana da Saúde lançou um alerta epidemiológico para todas as Américas. No Brasil, o surto não está restrito à Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais e Espírito Santo, como se tem ventilado. Acontece que há muitos anos a febre amarela está avançando para o leste de Minas Gerais, Espírito Santo e sul da Bahia, áreas consideradas de risco potencial para a doença. O problema é que o vírus chegou e encontrou a população não imunizada na região e rapidamente se espalhou.

 

A solução para prevenir e controlar a febre amarela é vacinar as pessoas!

CEPMG NN

Escola de Civismo e Cidadania

Colégio Militar

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